O curso de Estatística da UFC foi criado em 1964, integrante da antiga Faculdade
de Ciências Econômicas (hoje Faculdade de Economia, Administração, Atuária,
Contábeis e Secretariado - FEAACS), e tinha forte inspiração do curso da Escola
Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE-RJ), até hoje mantido pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
Nos primeiros anos de funcionamento do Curso foi acentuada a participação do
antigo Instituto de Matemática da UFC, ministrando grande parte das disciplinas.
Este vínculo resultou na sua incorporação ao Instituto de Matemática, que era
ainda composto pelo curso de Matemática.
Em 1973, com a Reforma Universitária, foi criado o Departamento de Estatística e
Matemática Aplicada (DEMA), ao qual ficou vinculado o curso de Estatística. Em
1974, o curso foi reconhecido pelo Conselho Federal de Educação de acordo com os
termos do Decreto 74066 de 15/05/74 (DOU 16/05/74 pág. 9614).
No segundo semestre de 1975 foi criado o curso de
Processamento de Dados (hoje, Computação), na época vinculado ao DEMA. Em
1990, o DEMA foi desmembrado com a criação do Departamento de Computação, ao
qual passou a pertencer o curso de Computação.
Em 2010, o DEMA criou o curso de bacharelado em Matemática Industrial.
O curso de bacharelado em Estatística da UFC tem por objetivo formar um
profissional com conhecimentos das metodologias e técnicas estatísticas e afins,
sendo capaz de atuar em diversos setores, seja público ou privado. O
profissional deve apresentar as seguintes características:
dominar
os conhecimentos matemáticos, tendo consciência do modo de produção
próprio desta ciência –
fundamentos, origens, procedimentos, etc.
- tendo também
conhecimento das suas aplicações em várias áreas;
perceber
o quanto o domínio de certos conteúdos, habilidades e competências
próprias à Estatística importam para o exercício pleno da profissão;
ser
capaz de trabalhar de forma integrada com os profissionais de sua área e
de outras áreas com objetivo de favorecer uma aprendizagem contínua e
interdisciplinar.
Existem alguns perfis profissionais que podem ser tomados como referencial para
o delineamento dos perfis dos formandos em Estatística:
formação
mais acadêmica e formal, com o intuito de ingressar em cursos de
pós-graduação, para atuar em universidades, centros de pesquisas e
instituições similares;
profissional
que, frequentemente em parceria com profissionais de outras áreas, é
capacitado a resolver problemas que envolvam a coleta,
sistematização e análise de dados.
aqueles
profissionais que se dedicarão à disseminação do conhecimento
estatístico em diferentes organizações sociais.
Todos estes perfis estão organizados em um curso denominado Curso de Graduação
em Estatística, ao nível bacharelado, que formará o ESTATÍSTICO.